Tesouro Direto atinge a marca de 1 milhão de investidores ativos

Crescimento de 61% nos últimos 12 meses é impulsionado pelos avanços tecnológicos, diminuição de custos e disseminação da educação financeira

O Tesouro Direto atingiu a marca de 1 milhão de investidores ativos na última sexta-feira (26/04). Esse grupo de pessoas que possuem pelo menos um título do programa cresceu 61% nos últimos 12 meses, resultado da melhor comunicação do programa com os investidores, das novas ferramentas que aprimoraram sua usabilidade, como o app, e da diminuição de custos, como a queda da taxa de custódia pela B3 de 0,3% para 0,25% ao ano, anunciada em dezembro de 2018, a redução do spread do título Tesouro Selic e a diminuição das taxas cobradas pelas principais instituições financeiras do mercado.

Essa onda de melhorias, que vem desde 2015, tem deixado o programa cada vez mais em evidência como uma alternativa segura e acessível de poupança para investidores de todos os perfis. Para o Tesouro Nacional, o desempenho evidencia o sucesso do Tesouro Direto em atingir o objetivo da instituição para com o programa, que é estimular a educação financeira e a poupança de longo prazo do país.

* posição de Abril de 2019

O que é o Tesouro Direto?

Tesouro Direto é um programa de negociação de títulos públicos a pessoas físicas por meio da internet. Para o pequeno investidor, o Tesouro Direto é considerado uma opção de investimento de baixo custo e segura, já que os títulos públicos são considerados os ativos com menor risco em uma economia.

Os três tipos de títulos mais populares entre as pessoas físicas são:

Tesouro Prefixado (LTN) – Título com rentabilidade definida (prefixada) no momento da compra

Este tipo de título possui taxa predefinida no momento da compra. Isso quer dizer que, ao adquirir um Tesouro Prefixado, o investidor já sabe, na hora, qual será a taxa de juros paga no final do período de aplicação.

Assim, este título é indicado principalmente quando a taxa de juros está alta, mas existe a tendência de que ela recue. Desta forma, o investidor “trava” a sua rentabilidade com a Selic elevada, e, depois, mesmo que ela caia, vai receber aquela rentabilidade maior ao final do prazo do investimento.

Tesouro Selic (LFT) – Título com rentabilidade diária vinculada à taxa Selic

Ao investir em um título Tesouro Selic, o investidor não sabe exatamente qual será a sua rentabilidade no final do período. Isto porque ela vai depender da variação da taxa básica de juros. Se a Selic subir, a tendência é que a remuneração seja maior, e vice-versa.

Por isso, este título é mais indicado em caso de expectativa de que a taxa de juros suba ou permaneça em um patamar elevado – assim, a remuneração também será mais atrativa. Para investidores que não acompanham o mercado e podem precisar resgatar o dinheiro a qualquer momento, esse também é o título mais indicado.

Tesouro IPCA + (NTN-B) – Títulos com rentabilidade vinculada à variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo, que mede a inflação “oficial” do país), acrescida de juros

Assim como no caso do Tesouro Selic, o investidor que compra um título Tesouro IPCA + não sabe exatamente qual será a sua remuneração no final do período de validade do título, já que a rentabilidade é baseada no IPCA, um índice de inflação que flutua todos os meses.

Este tipo de título é indicado para quando existe a expectativa de que a inflação aumente, pois assim o investidor não só protege seu patrimônio como ainda pode ganhar poder aquisitivo.

Há também o Tesouro IGPM, que utiliza, como o próprio nome diz, o IGP-M ( Índice Geral de Preços do Mercado ).

Rentabilidade

O Tesouro deixa sempre disponível um quadro atualizado dos títulos ao longo do tempo. Abaixo as taxas de rentabilidade bruta (remuneração mais a valorização no mercado) no dia da publicação desta matéria:

Fonte: Tesouro Nacional, Tesouro Direto (Rentabilidade)

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